segunda-feira, 6 de junho de 2016

Memórias dum Outro Passado

Olá minhas Charmosas Lindas!! Tudo bem com vocês???

É com enorme orgulho que estou a fazer este post, hoje será um post muito especial...pois irei vos apresentar o livro que meu irmão mais novo escreveu. 
Vocês nem imaginam o tamanho do orgulho que é ver um sonho do meu irmão se realizar, é uma felicidade inexplicável. 

Ao longo deste post vou explicar o título, falar sobre o livro e claro sobre o meu irmão. Antes de mais, quero falar-vos que estou apaixonada pela capa do livro, tem tudo haver com o título.
Então vamos lá!!!


EXPLICAÇÃO DO TÍTULO, QUAL O SEU SIGNIFICADO E INSPIRAÇÃO

Como já sabem o título do livro é "MEMÓRIAS DUM OUTRO PASSADO". 
O título aparentemente é estranho, «como pode alguém ter um outro passado?», no entando faz todo o sentido após a leitura do livro. A justificação formal, é a seguinte: o outro passado é um "passado criado", ou seja, inventado e fingido pelo sugeito poético, o "eu" lírico. Segui o exemplo de Fernando Pessoa, tal como ele escreveu no seu célebre poema "Autopsicografia":

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

O "fingir" não é num sentido de mentir e enganar, mas sim criar e trabalhar. Segundo Fernando Pessoa (partindo do que ele escreveu neste poema), a poesia não está na dor experimentada ou sentida realmente por nós, mas no fingimento dela. Isto é, a dor sentida, a dor real, para se elevar ao plano da arte, tem de ser fingida, imaginada, tem de ser expressa em linguagem poética.
Não basta, para haver poesia, a expressão espontânea dessa dor real, tal como faria, por exemplo, um doente relatando a sua dor ao psicólogo. Não há poesia nem arte sem imaginação, sem que o real seja imaginado de forma a exprimir-se artisticamente.

Resumidamente, o poeta tem uma "dor inicial e real" (está a sofrer), mas ao escrever o que sente, tem que transformar isso em arte, em poesia, portanto trabalha essa dor tal como trabalha os versos. No fim a dor distancia-se do real e eleva-se a arte. 

O que descreve (o meu irmão) nos poemas é a dor que sinte, mas trabalha e torna-a em arte.

"O poeta é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente."

Portanto o outro passado referido no título é criado, é uma forma de transmitir o sofrimento que sente, elevando-o à arte. Dessa forma torna-se mais fácil aos leitores compreenderem os seus sentimentos mais profundos.

O estilo de poesia do meu irmão  é baseado, portanto, nos trabalhos de Fernando Pessoa (influência presente ao longo de todo o livro), mas também nos de Cesário Verde (influência evidente no capítulo "Insónia"). Mas sem dúvida que a sua grande inspiração é Fernando Pessoa.



SOBRE O LIVRO

Contém quase 50 poemas ao longo de mais de 12o páginas, escritos entre novembro de 2015 e março de 2016. Esse periodo representa também um perido mau que o meu irmão passou.
Ele sofrou de depressão, dum esgotamento, enxaquecas terríveis e insónias. Como consequência perdeu um ano para tratar da "saúde mental", mas no fim ganhou algo: publicou o seu primeiro poema! O livro portanto representa esse periodo "baixo".

Os temas presentes no livro são: nostalgia, tédio existencial, frustração e cansaço.

O primeiro capítulo "Desassossegos Cíclicos" resume o seu estado. Esse capítulo é constituído por 8 poemas. O primeiro representa uma reflexão profunda, procurando perceber o porquê de se sentir deprimido. O segundo poema representa a consequência dessa reflexão: o encontro dum passado em que ele era feliz; com isso sofre no presente. O terceiro poema representa a conclusão de que está condenado a sofrer, pois as memórias são uma tortura. O quarto poema representa a sua inquietação resultante da conclusão anterior. O quinto poema representa o seu desespero e procura de respostas. O sexto poema representa a revolta e frustração por não encontrar respostas. O sétimo poema representa o tédio existencial. O oitavo e último poema do capítulo, representa o cansaço de tudo, de procurar respostas, de sofrer e de viver. Esse cansaço leva-o, consequentemente, a refletir novamente na sua condição, e eis que começa o ciclo de novo (eis o porquê do capítulo se chamar "Desassossegos Cíclicos").

Resumidamente:
Reflexão - Encontro dum passado - Conclusão que as memórias são uma tortura - Inquietação - Desespero - Revolta e frustração - Tédio existencial - Cansaço - Reflexão - (...)

Um "fun fact": o nome do quarto capítulo, "Literatura de Manicómio", é uma referência às críticas feitas à revista "Orpheu" em que Fernando Pessoa participou. Essas críticas foram dirigidas principalmente aos poemas de Fernando Pessoa, e chamaram à literatura presente na revista "literatura de manicómio".



O QUE LEVOU O MEU IRMÃO A ESCREVER POESIA

Por volta de outubro do ano passado, começou a ter sintomas de uma depressão. A depressão foi piorando imenso, e surgiu uma necessidade de "dar voz à sua alma" e de ter um motivo para continuar a "caminhar". Foi aí que ele se dedicou à poesia. E após o primeiro poema "a sério" que escreveu (também o primeiro poema do livro) não parou de escrever. Não só por gosto, mas também porque foi notando que, ao dedicar-se à poesia e estabelecendo como objetivo de vida a curto prazo a publicação de um livro de poesia, a sua condição ia melhorando. Por cada poema escrito sentia-se muito melhor.
E eis que agora, está "curado". Posso portanto dizer que a poesia "curou-o".

QUANDO COMEÇOU A ESCREVER

Escreve prosa desde os 12 anos. Desde essa idade que cria um "universo de fantasia negra" que servirá de pano de fundo para contos que pretende ver publicados no futuro. 
Escreveu os seus primeiros rascunhos de poesia aos 17 anos, mas foi aos 18 anos que começou a dedicar-se. 

COMO CONSEGUIU PUBLICAR O LIVRO

Surgiu uma excelente oportunidade: um concurso aberto a todos numa editora de poesia, Poesia Fã Clube (pertencente à Corpos Editora). Nesse concurso os melhores livros eram selecionados para publicação. Não havia lugares, era apenas um concurso onde davam a oportunidade a novos autores se estrearem. Então enviou para a editora o seu original e, para sua supresa, responderam dois dias depois demonstrando estarem interessados em publicar o seu livro.

Nesta editora para publicarem um livro têm de comprar um mínimo de 20 exemplares do mesmo. Foi necessário pagar um determinado valor relativamente baixo em relação às outras editoras, que cobram um valor elevado e o escritor nunca recupera esse valor pago. Foi uma excelente oportunidade, visto que a Editora Poesia Fã Clube cobre  um valor baixo e disponibilizam vinte exemplares, permitindo, assim, vendê-los e recuperar o dinheiro investido!

No entanto, os livros de poesia vendem muito, mas mesmo muito pouco. Se vender 100 exemplares é uma vitória. Se vender 200, é um fenómemo. Mais do que isso, é muito raro. Apenas grandes nomes conseguem chegar aos 1000 exemplares vendidos.


SOBRE O MEU IRMÃO

É estudante e poeta, e está a trabalhar para também ser escritor ser filósofo. Estuda ciências, mas tem uma grande paixão desde muito novo pela literatura.
Pretende seguir para o ensino superior, para Engenharia Física ou para uma faculdade de Letras. Até recentemente estava certo que queria ir para o curso superior de Engenharia Física ou até mesmo um curso de Física teórica, mas nos últimos meses a sua paixão pela literatura aumentou imenso, e agora está muito indeciso (mas mais inclinado para seguir Letras).

É um amante, portanto, da ciência e da literatura, mas também um grande apreciador de música clássica e filmes.
Adora ler (obviamente!). Os seus poetas e poetizas favoritos são Fernando Pessoa, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Sophia de Mello Breyner e Ana Luísa Amaral.

É extremamente introvertido e racional.

FUTUROS PROJETOS

Tem cerca de 10 livros de prosa planeados, todos inseridos no tal "mundo de fantasia negra", dentro do estilo dos trabalhos de J. R. R. Tolkien e George R. R. Martin (grande inspiração na prosa estes dois). A maior parte apenas pretende publicar depois de terminar o ensino superior, pois requerem um grande domínio da língua portuguesa.

Atualmente está a trabalhar em 3 livros que pretende vê-los publicados nos próximos anos, pelo menos um deles já para o próximo ano. Um de contos, outro de poesia e um outro de filosofia, ou melhor, de temas variados de metafísica, onde mostrará o mundo pelos olhos de um introvertido racional. Portanto, está bastante ocupado!!!

ONDE PODEM COMPRAR O LIVRO

Encontra-se à venda no site da editora Poesia Fã Clube:

Livro: CLICAR AQUI


O livro também está à venda na loja online da editora no Facebook: CLICAR AQUI

Supostamente, ficará em breve à venda nas lojas online da Porto Editora, Bertrand e Almedina, mas ainda não está disponível. Portanto, para já, só mesmo na loja online da editora Poesia Fã Clube.

Se gostam de poesia, e se comprem um foto com o livro ou só do livro...E usem a #MEMORIASDUMOUTROPASSADO ou marquem-me nas fotos que irei curtir todas.

Fiquem com Deus. 
Beijos,
Helena Nunes


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